Blog Maria Toscano

Livro de Artista  “eu vou com as árvores”. © Maria Toscano 2013.

Livro de Artista “eu vou com as árvores”. © Maria Toscano 2013.

 

livro de artista

“eu vou com as árvores” — © Maria Toscano 2013.

[edição maria toscano / sulmoura, 2+1].

Já só este exemplar está disponível para venda.

Contém, no interior, reprodução de  Ilustração original de Carlos Gomes
[captação de imagem por iphone : ©maria toscano]

Exemplar único com Ilustração original — de Carlos Gomes — na capa.

Vendido a 7/dez/2013.
[captação de imagem por iphone : ©maria toscano]

Convite: “Cintilações: Revista de Poesia e Ensaio”, n.º 2, 2017/2018 em Lisboa, 10 Fev/2018

Convite: “Cintilações: Revista de Poesia e Ensaio”, n.º 2, 2017/2018 em Lisboa, 10 Fev/2018

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Todos/Todas convidados/as para a Apresentação de 

“Cintilações: Revista de Poesia e Ensaio”, n.º 2, 2017/2018

na Leituria Rua Dona Estefânia 123 A, 1000-153 Lisboa

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Coordenação
Victor Oliveira Mateus
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Conselho Editorial
Ana Cecília Blum, António Carlos Cortez, Daniel Gonçalves, Hugo Pinto Santos, José Ángel García Caballero, Leonor Castro, Maria João Cabrita, Maria João Cantinho (Maria Cantinho), Marta López Vilar, Mbate Pedro, Mirna Queiroz, Ricardo Gil Soeiro, Risoleta Conceição Pinto Pedro, Ronaldo Cagiano, Stefania Di Leo…

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Colaboradores do Presente N.º
Poesia:
Adalberto Alves, Albano Martins, Alberto Bresciani, Alberto Pereira, Alfredo Pérez Alencart, Álvaro Mata Guillé, Amadeu Liberto Fraga, Ana Cecilia Blum, Ana Luísa Amaral, Ana Maria Puga, Anderson Braga Horta, André Domingues, António José Borges, António José Queirós, António Salvado, Artur Ferreira Coimbra, Cláudia Lucas Chéu, Cláudio Lima, Daniel Gonçalves, Everardo Norões, Gisela Ramos Rosa, Gonçalo Salvado, Henrique Levy, Inês Lourenço, Isabel Mendes Ferreira, Isabel Miguel, João Ricardo Lopes, João Rui de Sousa, José Ángel Garcia Caballero, José do Carmo Francisco, José Eduardo Degrazia, Josep M. Rodríguez, Leonor Castro, Licínia Quitério, Manuel Neto dos Santos, Maria Augusta Silva, Maria do Cebreiro, Maria José Quintela, Maria Toscano, Maurício Vieira, Myriam Jubilot de Carvalho, Pedro Lyra, Pedro Sánchez Sanz, Pompeu Martins, Ricardo Gil Soeiro, Rita Taborda Duarte, Rui Almeida, Sandra Lopes, Stefania Di Leo, Victor Oliveira Mateus.

Ensaio:
André Barata, César Freitas, Hugo Pinto Santos, Jaime García Mafla, José Cândido de Oliveira Martins, Maria João Cabrita, Nuno Brito, Pedro Marques Pinto, Rosa Alice Branco, Victor Oliveira Mateus.

Caderno:
Maria João Cantinho.

Crítica Literária:
Hugo Pinto Santos.
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Prosa:
António Ladeira, Luísa Venturini, Paulo Pego, Pedro Martins.

poema inaugural da Colectânea ‘Ciclo da Prata’

poema inaugural da Colectânea ‘Ciclo da Prata’

 

venho oferecer-te o poema aguado e liso

povoado de horizontes de sul e sol

recheado de correntes vagas e ondas

alagado de parcimoniosos oceanos

no ir e vir do sal e das marés.

oceanos aquosos de heróis e piratas

hipnotizados por cabelos sorrisos

e os lábios carnudos de morango e azul

de encantadoras deusas e heroínas.

 

 

venho oferecer-te o poema mais platinado/

o mais gozoso poema da claridade/

entre os clarões fundadores da poesia./

ofereço-te uma inscrição no olhar/

um verso desenhado passo-a-passo, devagar/

irrequieto no andamento. delicado no estar./

insaciável no arco do desejo, no gesto de abarcar/

continuadamente constante, contínuo/

no ir e vir das marés de amor e sal/

esse oceano amoroso embutido de diamantes/

e letrinhas prateadas com que te entrego este poema/

 

hipnotizado pelos teus lábios carnudos/

de morango, cereja e horizontes de sol./

 

Figueira da Foz. Emanha. 30 Maio /2015.

porto de prata. Livro Primeiro. In Colectânea ‘Ciclo da Prata. 5 Livros de Poesia’. Palimage ed. Dezembro/2017.

Uma Certa Maneira de Viver

Uma Certa Maneira de Viver

Sempre que uma guerra perco
eu ergo a minha bandeira
feita de luta e canseira
feita de espanto e arrogância
feita de erro e de infância
com um sabor à alegria
mais o medo e a tristeza
que trago dentro da esperança.

Em cada dia que vivo
eu construo o meu destino
em cada gesto que faço
eu teço o meu pensamento
num tempo de acordar lento
em cada manhã em que nasço.
Porque este tempo e este espaço
não é o canto da lareira
nem a hora do jantar
– é o lugar onde renasço
depois da morte-frieira
é o tempo de acordar
é um tempo lento, lento…

Que a verdade, há-de um dia,
ser a porta da alegria:
hoje é porta da aventura
enquanto a mentira dura.

Maria Toscano. [1.º poema ]
Coimbra, Abril / 1975.